Paralaxismo de Credibilidade
Eu não sou um especialista em finanças, nem económicas, nem em qualquer outra disciplina que esteja ligada à questão do valor, seja ele objectivo, ou subjectivo; sei que ela configura uma problemática complexa que merece (tem merecido...) muitos tratados argumentativos e teorizantes.
Contudo, penso ter discernimento suficiente para tecer aqui alguns considerandos, a saber:
a) as coisas têm um valor intrínseco – é o somatório de todos os valores reais e objectivos, necessários para que fiquem acabadas e prontas a ser usadas;
Contudo, penso ter discernimento suficiente para tecer aqui alguns considerandos, a saber:
a) as coisas têm um valor intrínseco – é o somatório de todos os valores reais e objectivos, necessários para que fiquem acabadas e prontas a ser usadas;
b) as coisas têm um valor de uso – é um valor subjectivo, atribuído por quem as usa;
c) as coisas têm um valor de troca – é um valor semi-objectivo, semi-subjectivo, atribuído em função da oferta e da procura;
d) as coisas têm um valor de estimação – é um valor subjectivo, que depende do maior ou menor apego que essas coisas geraram no seu possuidor;
e) as coisas têm um valor de colecção – é um valor subjectivo, resultante de duas forças antagónicas: uma é a quantidade existente de coisas iguais ou semelhantes; a outra é a apetência pela sua aquisição; quanto maior a quantidade existente, menor a apetência; quanto maior a apetência, menor a quantidade (parece estranho mas não é!; os coleccionadores chegam ao ponto de destruir exemplares para aumentar o valor dos restantes...).
Atentemos agora no valor de um texto:
a) tem valor intrínseco?; sim, tem: é o valor que lhe confere a justeza dos argumentos, a clareza da sua exposição, a razão das suas afirmações;
Atentemos agora no valor de um texto:
a) tem valor intrínseco?; sim, tem: é o valor que lhe confere a justeza dos argumentos, a clareza da sua exposição, a razão das suas afirmações;
b) tem valor de uso?; sim, tem: é o valor que se retira da sua leitura (e releitura...);
c) tem valor de troca?; não como texto!, sim considerando o texto como coisa;
d) tem valor de estimação?; não como texto!, sim considerando o texto como coisa;
e) tem valor de colecção?; não como texto!, sim considerando o texto como coisa;
Assim sendo, gostaria que me acompanhassem neste raciocínio: será que a importância de um texto, “tido só como texto”, tendo só valor intrínseco e valor de uso, aumenta com a circunstância de ter sido escrito por “Aquela Pessoa”?; será que a importância do mesmo texto, “tido só como texto”, tendo só valor intrínseco e valor de uso, diminui com a circunstância de ter sido escrito por “Um Desconhecido”?
É por isso que eu chamo a este caso Paralaxismo de Credibilidade; é comum atribuir-se mais valor, maior credibilidade, a qualquer “escrito”, (ou a qualquer “dito”), proveniente de quem já tem Nome e Renome, mesmo quando aquilo que é dito ou escrito não passe de uma algaraviada sem sentido, simplesmente porque “vem dali”; é comum menosprezar-se o valor do que é dito ou escrito, diminuindo assim a sua credibilidade, se o mesmo vier de quem não se conhece, mesmo que demonstre oportunidade, acuidade e sageza.
Os “textos” valem o que valerem “per se” e não “ratione personae”
Permissa venia...
Assim sendo, gostaria que me acompanhassem neste raciocínio: será que a importância de um texto, “tido só como texto”, tendo só valor intrínseco e valor de uso, aumenta com a circunstância de ter sido escrito por “Aquela Pessoa”?; será que a importância do mesmo texto, “tido só como texto”, tendo só valor intrínseco e valor de uso, diminui com a circunstância de ter sido escrito por “Um Desconhecido”?
É por isso que eu chamo a este caso Paralaxismo de Credibilidade; é comum atribuir-se mais valor, maior credibilidade, a qualquer “escrito”, (ou a qualquer “dito”), proveniente de quem já tem Nome e Renome, mesmo quando aquilo que é dito ou escrito não passe de uma algaraviada sem sentido, simplesmente porque “vem dali”; é comum menosprezar-se o valor do que é dito ou escrito, diminuindo assim a sua credibilidade, se o mesmo vier de quem não se conhece, mesmo que demonstre oportunidade, acuidade e sageza.
Os “textos” valem o que valerem “per se” e não “ratione personae”
Permissa venia...


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